Como buscar ressarcimento por golpes bancários (PIX e cartão)?

Entenda quando é possível responsabilizar o banco e quais medidas podem ser adotadas para tentar recuperar os valores perdidos.

Escrito por Dr. Miquéias Martins – 01/12/2025

Ser vítima de um golpe bancário é uma experiência extremamente angustiante. Em poucos minutos, valores acumulados ao longo de meses ou anos podem desaparecer por meio de transferências via PIX, compras indevidas no cartão ou movimentações que o cliente não reconhece.

Em muitos casos, a vítima entra em contato com o banco e recebe respostas genéricas, como a alegação de que a operação foi “regular” ou que houve “culpa exclusiva do cliente”.

O que pouca gente sabe é que a legislação brasileira e os tribunais reconhecem que os bancos têm dever de segurança, e que nem todo prejuízo causado por fraude deve ser suportado pelo consumidor.

Esta página explica quando é possível buscar o ressarcimento dos valores perdidos e quais caminhos podem ser adotados após um golpe bancário.

Nesta página você vai entender

  • Como funcionam os golpes bancários mais comuns (PIX e cartão)

  • Qual é a responsabilidade das instituições financeiras

  • O que fazer imediatamente após perceber a fraude

  • Quando o banco pode ser obrigado a devolver os valores

  • Qual é o papel do Mecanismo Especial de Devolução (MED)

  • Como o escritório pode orientar e conduzir o caso

Como acontecem os golpes bancários mais comuns?

Os golpes bancários evoluíram com a tecnologia e, hoje, utilizam métodos cada vez mais sofisticados. Entre os mais frequentes estão:

  • Transferências via PIX realizadas mediante fraude ou engenharia social

  • Compras indevidas com cartão de crédito ou débito

  • Clonagem de cartão

  • Golpes por ligação telefônica, aplicativos ou mensagens

  • Acesso indevido à conta após roubo de dados

  • Movimentações fora do padrão habitual do cliente

Mesmo quando o golpe envolve a ação de terceiros, isso não afasta automaticamente a responsabilidade do banco, especialmente quando há falha nos mecanismos de segurança.

A responsabilidade dos bancos em casos de fraude.

O entendimento consolidado da Justiça brasileira é que instituições financeiras respondem objetivamente por falhas na prestação de serviços, inclusive quando há fraude praticada por terceiros.

Isso significa que o banco tem o dever de:

  • Proteger os dados do cliente

  • Monitorar transações suspeitas

  • Identificar movimentações fora do perfil do correntista

  • Atuar para bloquear operações atípicas

  • Oferecer canais eficazes de contestação

Quando esse dever não é cumprido, pode surgir o direito ao ressarcimento dos valores perdidos, além de eventual indenização por danos sofridos.

Golpe via PIX e o Mecanismo Especial de Devolução (MED).

O Banco Central criou o Mecanismo Especial de Devolução (MED) para lidar especificamente com fraudes envolvendo PIX.

Esse mecanismo permite que:

  • O banco seja informado da fraude

  • A conta do recebedor suspeito seja bloqueada

  • Seja avaliada a devolução dos valores transferidos

No entanto, o MED não garante automaticamente a devolução integral, principalmente quando o golpista já movimentou os valores.


Por isso, em muitos casos, a via judicial é necessária para buscar o ressarcimento completo.

O que fazer imediatamente após perceber o golpe?

O tempo é um fator decisivo em casos de fraude bancária. Ao identificar o golpe, é recomendável:

  1. Comunicar o banco imediatamente, solicitando o bloqueio e a contestação da operação

  2. Registrar um boletim de ocorrência (B.O.)

  3. Guardar todos os comprovantes, prints, mensagens e registros da fraude

  4. Solicitar formalmente a abertura do procedimento de devolução

  5. Buscar orientação jurídica para avaliar as medidas cabíveis

A demora pode dificultar tanto a devolução administrativa quanto a judicial.

Quando é possível pedir o ressarcimento dos valores?

O ressarcimento pode ser buscado quando, por exemplo:

  • O banco não identificou transações claramente atípicas

  • Houve falha nos sistemas de segurança

  • A movimentação não condiz com o perfil do cliente

  • O banco se recusou a analisar adequadamente a contestação

  • O cliente não contribuiu de forma decisiva para a fraude

  • O prejuízo ocorreu por vulnerabilidade do sistema bancário

Cada caso exige análise individual, mas existem fundamentos jurídicos sólidos para responsabilizar a instituição financeira em diversas situações.

Como o advogado atua em casos de golpe bancário?

A atuação jurídica envolve:

  • Análise detalhada da fraude e das transações

  • Avaliação da conduta do banco

  • Organização de provas e documentos

  • Orientação sobre o MED e outras medidas administrativas

  • Propositura de ação judicial, quando necessária

  • Pedido de ressarcimento dos valores e reparação dos prejuízos

Tudo é feito com base na legislação, na jurisprudência e nas particularidades do caso.

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po - Miquéias Martins (Advogado)

O atendimento é conduzido pelo Dr. Miquéias Martins, com atuação em demandas relacionadas a:

  • Golpes bancários

  • Fraudes via PIX

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A atuação ocorre:

  • Presencialmente no Estado do Ceará

  • Por meio de consultoria jurídica online para todo o Brasil

Sempre com análise técnica, clareza na orientação e respeito às normas éticas da advocacia.

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